O conjunto Galo Preto existe desde 1975 e estará completando 35 anos em 2010. Integram o grupo atualmente os seguintes músicos: Diego Zangado (percussão), Alexandre Paiva(cavaquinho), José Maria Braga (flauta), Bartolomeu Wiese (violão), Afonso Machado(bandolim e arranjos) e Alexandre de la Peña (violão de 7 cordas).
Além de ser um dos mais antigos grupos de choro em atividade, o Galo sempre primou por um trabalho instrumental inovador, por isso, cada novo disco lançado desperta um interesse enorme no meio artístico-musical e é sempre muito elogiado pela crítica. O conjunto é hoje, com certeza, uma referência no cenário da moderna música instrumental brasileira.
O Galo é dono de um vasto currículo e já se apresentou ao lado dos maiores artistas da música brasileira, no Brasil e no exterior (Portugal, França, Suécia, México) tendo, além de suas apresentações, ministrado oficinas de choro, master classes e workshops. Entre os nomes que o grupo acompanhou estão Cartola, Elza Soares, Arthur Moreira Lima, Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, Nelson Sargento e Rafael Rabello.
Já em seu primeiro disco, de 1978, em plena redescoberta do choro, ao invés de regravar temas tradicionais, a exemplo de outros grupos, o Galo optou por pesquisar e registrar material inédito dos grandes nomes, como Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Ernesto Nazareth e Anacleto de Medeiros. Nos dois discos seguintes (1981 e 1991) o grupo definiu sua linha de trabalho que é a de buscar nos compositores contemporâneos, que também transitam pelo choro, temas originais. Com isso o Galo pretende provar que o choro, além de ser uma forma de tocar a música brasileira, também é um gênero vivo, em constante movimento e evolução, ao contrário do espírito saudosista, que muitas vezes a ele se imprime. Nestes dois trabalhos o grupo gravou choros inéditos de Hermeto Pascoal, Sivuca, Tom Jobim, Hélio Delmiro, Cristóvão Bastos e outros grandes músicos brasileiros.
No quarto disco (1994) o Galo homenageou um dos maiores compositores de nossa música, Paulinho da Viola, grande sambista, mas que teve toda sua formação baseada no choro, e sempre exerceu grande influência em todos os músicos do conjunto. Ao lado de temas conhecidos, foram gravados também outros inéditos, inclusive o Maxixe do Galo , especialmente escrito para o disco. Entre 1994 e 2002, o Galo Preto gravou dois discos homenageando grandes do samba: o Só Cartola (com Nelson Sargento e Elton Medeiros) e oDono das calçadas – Nelson Cavaquinho (com Soraya Ravenle e Nelson Sargento). Em 2004, com a cantora Andréa Pinheiro, registrou clássicos da música brasileira no CD Diz que fui por aí. Estes discos, e também os anteriores receberam sempre a mais alta cotação da crítica especializada e algumas indicações a prêmios, como o Sharp, em 1991.